quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A FORMAÇÃO HISTÓRICA DA CENTRALIDADE REGIONAL DE MOSSORÓ-RN E SUA REPERCUSSÃO NO ESPAÇO URBANO

Rinaldo Pereira Oliveira

Este artigo propõe uma análise dos processos que condicionaram historicamente a composição da centralidade regional de Mossoró enquanto uma situação de reprodução socioespacial, assim como sua influência na dinâmica urbana.. Nesse sentido, a análise da influência espacial de Mossoró, tomando por referência seu predomínio regional viabiliza, também, a consideração de seus influxos na reprodução urbana. Notamos, assim, que a influência regional exercida por Mossoró em determinados contextos espaciais, conforme o período histórico, viabilizou também o estabelecimento de traços e atividades na organização urbana, ao mesmo tempo que estes complementam e contribuem com o exercício do domínio regional deste centro. No presente, a centralidade regional exercida por Mossoró é confirmada pelos estudos realizados pelo IBGE, que mostram ser esta influência um processo consolidado, que tem marcante influência na sua dinâmica urbana e contribuem para a atual condição de cidade média, que Mossoró também exerce com certas características que são assumidas com traços de individualidade.

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disponível em: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br

PARQUES URBANOS: MEIO DE INTERAÇÃO SOCIOAMBIENTAL

Nesta pesquisa, busca-se discutir como usuários do Parque Birigui, em Curitiba, Paraná, interagem com o espaço do parque e qual a imagem que este remete a eles. Compreendemos que os parques urbanos nascem a partir do século XIX, da necessidade de dotar as cidades de espaços adequados para atender a uma nova demanda social: o lazer, o tempo do ócio e para contrapor-se ao ambiente urbano. Os parques ao longo destes dois séculos acompanharam as mudanças da cidade, retratando os valores sociais e culturais das populações urbanas, mantendo suas principais referências inalteradas embora o seu entorno tenha se transformado devido às modificações nas estruturas urbanas. Assim, buscamos entender o que faz pessoas de diversas partes da cidade se deslocarem até o parque, localizado na zona oeste de Curitiba, e qual a imagem que o local transmite, o que mais as marca, bem como qual a utilidade deste espaço para elas.

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Disponível em:http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Neoliberalismo e educação: manual do usuário

Pablo Gentili

Neste trabalho pretendo abordar criticamente algumas dimensões da configuração do discurso neoliberal no campo educacional. Começarei destacando a importância teórica e política de se compreender o neoliberalismo como um complexo processo de construção hegemônica. Isto é, como uma estratégia de poder que se implementa sentidos articulados: por um lado, através de um conjunto razoavelmente regular de reformas concretas no plano econômico, político, jurídico, educacional, etc. e, por ou através de uma série de estratégias culturais orientadas a impor novos diagnósticos acerca da crise e construir novos significados sociais a partir dos quais legitimar as reformas neoliberais como sendo as únicas que podem (e devem) ser aplicadas no atual contexto histórico de nossas sociedades Tentarei mostrar de que forma esta dimensão cultural, característica de toda lógica hegemônica, foi sempre reconhecida como um importante espaço de construção política por aqueles intelectuais conservadores que, em meados deste século, começaram a traçar as bases teóricas e conceituada do neoliberalismo enquanto alternativa de poder. Em segundo lugar, tentarei apresentar algumas considerações gerais sobre como se constrói a retórica neoliberal no campo educacional. Pretendo identificar as dimensões que unificam os discursos neoliberais para além das particularidades locais que caracterizam os diferentes contextos regionais onde tal retórica é aplicada. Meu objetivo será questionar a forma neoliberal de pensar e projetar a política educacional. Finalizo destacando algumas das mais evidentes conseqüências da pedagogia da exclusão promovida pelos regimes neoliberais em nossas sociedades.'

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O desenvolvimento como expansão de capacidades

Amartya Sen

Professor de Economia e Filosofia da Universidade de Harvard

Em sua Fundamentação da Metafísica dos Costumes1 Immanuel Kant sustentou a necessidade de considerar os seres humanos como fins em si mesmos, e não como meios para outros fins: "age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na sua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio". Esse princípio é importante em muitos contextos — mesmo na análise da pobreza, do progresso e do planejamento. Os seres humanos são os agentes, beneficiários e juizes do progresso, mas também são, direta ou indiretamente, os meios primários de toda produção. Esse duplo papel dos seres humanos dá origem à confusão entre fins e meios no planejamento e na elaboração de políticas. De fato, essa confusão pode tomar — e freqüentemente toma — a forma de uma noção da produção e da prosperidade como a essência do progresso, considerando-se as pessoas como os meios pelos quais tal progresso na produção é obtido (ao invés de considerar a vida das pessoas como a finalidade última e tratar a produção e a prosperidade como meios, tão somente, para atingi-la).

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domingo, 22 de julho de 2012

MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

Na época de campanhas eleitorais os candidatos sentem-se estimulados a estarem próximos ao cidadão-eleitor. Enquanto que, nos momentos posteriores às eleições os eleitos se afastam do cidadão.

Por que isso acontece? Será que esse comportamento é observado em todos os municípios? É possível que o eleito esteja sempre próximo ao cidadão? ….

sábado, 7 de janeiro de 2012

A questão nacional: a modernização

por Raymundo Faoro

Resumo do artigo

Em vez de buscar a modernidade, o Brasil padece de ímpetos de modernização, através dos quais se tenta queimar etapas no processo de desenvolvimento. Uma nova modernização sepulta a anterior e nenhuma consegue fazer com que o País encontre o caminho para o desenvolvimento. Impostas por elites pseudodissidentes em favor dos seus interesses, essas modernizações mantêm a maioria da população alijada de benefícios sociais elementares.